LIFE IS LIKE A CHEWING GUM · A short film by Ricardo Amado · 06.2010
OSGEMEOS no CCB · Lisboa · 06.2010 · Pra quem mora lá, o céu é lá.

Sempre tive a curiosidade de ver os gêmeos emparedados. Queria saber o quanto seria limitada aquela arte que é tão viva a céu aberto. Veio a Vertigem a SP, para matar minha curiosidade, mas chegou um pouco fora de hora: eu já estava em Lisboa. Sorte a minha que o Centro Cultural de Belém convidou os irmãos Pandolfo a montar a exposição PRA QUEM MORA LÁ, O CÉU É LÁ, em Lisboa. E eis a minha surpresa: Limitada? Qual o quê! A exposição é um mergulho profundo no mundo imaginário desses dois, que passa pelo familiar e viaja logo ao surpreendente. Muitas texturas, muitos personagens, muitas histórias insinuadas que nos levam longe na imaginação. As fotos mostram um pouco do que é a exposição, que tem claros vestígios da Vertigem e de outras anteriores. OSGEMEOS emparedados no CCB até 19 de Setembro: recomendo!































Fotos: © Ricardo Amado / © Marina Amado
Grafite em Lisboa · 06.2010
Com tantos prédios abandonados e sem vida, Lisboa parece o lugar ideal pra uma intervenção de arte urbana. Essa é a idéia do projeto Crono Lisboa que, em uma primeira fase, trouxe para a cidade Os Gêmeos, Blu e Sam3. Vale a pena conferir! Avenida Fontes Pereira de Melo, na saída do metro Picoas.





















Coleção de Discos de Vinil de Joaquim Paulo · Lisboa · 05.2010
Os LPs fizeram parte da minha infância e me deixaram muitas memórias. O apelo visual e tátil daqueles discos plásticos grandes e redondos sempre despertou minha curiosidade. Mas, ainda antes de eu ter idade suficiente para uma consciência musical razoável, veio a era do CD. Em casa, aconteceu tudo muito rápido: as capas quadradas, grandes e de papelão, foram trocadas por outras, pequenas e de acrílico. As prateleiras altas ganharam andares intermediários e logo foram preenchidas por centenas das frágeis caixinhas. O toca-discos (gira-discos aqui em Portugal) deu lugar a um ‘microsystem’ que de micro só tinha o nome. Devo confessar que sempre senti falta daquele cheiro dos discos (apesar de me fazerem espirrar), de vê-los girar na vitrola e de ouvir músicas com aquele ruído suave e gostoso de fundo, que me faz lembrar chuva em um dia preguiçoso, ainda que o sol brilhe lá fora. Passei a ver os vinis somente nos almoços de sábado na casa de meus avós, que mantiveram o toca-discos e a coleção na estante. Mas era só ver, porque tocar era proibido (assim como pular no sofá).
Quase 20 anos depois, o vinil voltou à minha vida - novamente através do apelo visual. Em uma primeira incursão profissional no mundo da fotografia, tive a oportunidade de fotografar algumas das capas da maior coleção portuguesa de discos de vinil, propriedade do produtor e editor radialista Joaquim Paulo. A coleção tem mais de 25 mil LPs, e o seu dono é uma enciclopédia fascinante sobre o assunto. O primeiro livro dele, Jazz Covers (2008), expõe o design de quase 700 capas de discos de jazz dos anos 40 aos anos 90. Sucesso de vendas da Taschen, foi publicado em 5 idiomas e ganhou o “Prix du livre de Jazz 2008”, atribuído na França pela Académie de Jazz. O segundo livro, também pela Taschen, segue a linha do primeiro, mas agora o tema são Funk & Soul Covers. Fui convidado a fazer as fotos da lombada e das ‘flaps’ da capa, com o tema das lombadas dos discos. O resultado chega em Setembro às livrarias.
A experiência foi adorável. Em um apartamento lindo com jeitão de casa, com uma parede inteira repleta de LPs, o sol entra manso pelas 3 janelas (mas não entra em um cantinho, onde um dos 3 gatos descansa). Ver o Joaquim Paulo e a relação íntima e carinhosa dele com cada disco daquela enorme parede me fez reviver mentalmente as sensações do vinil e ficar com vontade de comprar um toca-discos, colocar um LP pra girar, deitar no sofá e me deixar levar pra onde a música quiser que eu vá. Claro, desde que ida e volta se façam em menos de 25 minutos, pois é preciso voltar pra trocar o lado.
Igreja do Sagrado Coração de Jesus · Lisboa · 04.2010
O espaço é metafísico e contraditório. A sensação de monumentalidade rivaliza com o aconchego e o conforto. A atenção é disputada por inúmeros detalhes, frequentemente ofuscados pela luz suave e violenta que expõe e oculta ambientes desconexos e integrados.
402 fotos, das quais 31 selecionadas para este post, não foram suficientes para sequer começar a descodificar a complexidade desta igreja, mas dão uma idéia do que é a essência de um espaço sagrado.































Mudança na Paisagem · Oeiras · 04.2010
Conjunto de prédios abandonados em Belém · Lisboa · 03.2010
No coração de Belém, entre a Torre e o Padrão dos Descobrimentos, quase ao lado do Centro Cultural, um lugar surreal. O conjunto de prédios completamente abandonados contrasta com suas próprias cores vivas e saturadas. Quase à beira do Tejo, o beco azul, amarelo e rosa é desértico e silencioso. Nos fundos, fileiras de carros sem portas, janelas e faróis. Lá não há nada. Pessoas, turistas, árvores… Nem cheiro o lugar tem. Só o que lá sobrevive são cores.








































































































